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Barueri garante vaga na semifinal no vôlei sentado

Em um jogo histórico, digno de final de campeonato, a equipe de vôlei sentado do IBP venceu a favorita equipe da TOTVS/CPSP e conquistou vaga para semifinal do Campeonato Paulista. O duelo acirrado foi realizado no centro esportivo do SESI Suzano, onde o time barueriense teve sangue frio para virar neste sábado (01/07), um jogo em que perdia por 2 sets a 0. O triunfo de Barueri veio com as seguintes parciais: 23/25, 21/25, 25/18, 25/12 e 15/12.

Ao final do jogo, todos os jogadores estavam muito emocionados com o resultado da partida.

Na avaliação do técnico Adriano Silvestrin, “todos os atletas tiveram um desempenho de alto nível. Foi muito importante essa vitória para esse grupo, que lutou tanto”.

Agora o IBP disputará vaga na semifinal contra a equipe feminina do SESI, que nesta etapa classificou-se ao derrotar o Osasco.

Atletas: Adilson, Amarildo, Cleomar, Carlinhos, Diego, Fabinho, Junior, Gean, Marcelo, Robson e Rodrigo.

Comissão Técnica: Adriano, Lauro e Márcio.

SERGIO DEL GRANDE

TROFÉU SERGIO DEL GRANDE 2017

O IBP participará nas modalidades paralímpica da bocha e halterofilismo, no período de 15 a 17 de junho de 2017 do VIII Troféu Sérgio Del Grande, na cidade de São Paulo. Este tradicional evento, homenageia Sérgio Seraphin Del Grande. Sérgio foi um dos pioneiros no esporte e na luta pelos direitos das pessoas com deficiência no Brasil.

As disputas acontecerão no Centro Paralímpico Brasileiro, localizado na Rodovia dos Imigrantes, Km 11,05, Vila Guarani-SP.

 

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VÔLEI SENTADO DE BARUERI ESTREIA NA TEMPORADA 2017

Neste sábado, 13, aconteceu no Ginásio José Corrêa a 1ª etapa do Campeonato Paulista de Voleibol Sentado. O evento é organizado pela Federação Paulista da categoria, com apoio da Prefeitura de Barueri, Secretaria de Esportes (SE) e Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD).
equipe de barueri
equipe de barueri

O evento contou com um bom público e com a presença da presidente do Fundo Social de Solidariedade de Barueri, Sonia Furlan; do Secretário de Esportes, Tom Moisés; e do Secretário dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Professor Carlinhos que é paratleta e jogador do Barueri.
Antes do jogo, houve uma rápida cerimônia em memória de Edgard Souza, paratleta do Barueri que faleceu no último dia 07, vítima de acidente. A família de Edgard, presente ao evento foi homenageada, com grande comoção no Ginásio.

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IBP Participa De Seminário Paralímpico No Rio De Janeiro

Aconteceu esta semana, no Rio de Janeiro, o “V Seminário Internacional e IX Curso de Capacitação Técnica”, organizado pela ANDE, para pessoas ligadas ao esporte paralímpico. O IBP teve como representante a profissional de  Educação Física, Catiane R. Damascena, que apresentou o trabalho aprovado, cujo tema foi – Desenvolvimento e Gestão da Bocha pelo Instituto Barueri Paraolímpico na acidade de Barueri/SP.

Catiane ao lado do banner do trabalho
Catiane com banner do trabalho

Segundo a representante do IBP, o evento foi muito produtivo, onde foram esclarecidas as mudanças recentes da regra da bocha e houve muita troca de informação com outros profissionais de diversos estados do país.

 

Halterofilistas brasileiros competem no Circuito Loterias Caixa e preparam estratégia para os Jogos Paralímpicos

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Começa nesta sexta-feira, 15, em São Paulo, o Circuito Loterias Caixa de atletismo, natação e halterofilismo. A competição nacional é a última das três modalidades antes dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016 e terá grande importância para os atletas na reta final de preparação para o mais importante compromisso do ano. Ao todo, 636 competidores participam desta etapa do Circuito, que se estende até o domingo, 17, com provas no novíssimo Centro de Treinamento Paralímpico.

Nesta sexta-feira, o evento será aberto com provas de halterofilismo. Entre os inscritos estão os quatro levantadores de peso brasileiros classificados para os Jogos: Bruno Carra, Evânio Rodrigues, Márcia Menezes e Terezinha Mulato.

Para Bruno Carra, a etapa será mais um momento decisivo na preparação para o Rio 2016. “Vamos usar a performance como um marcador. A gente tem que deixar o desempenho com quase zero de erro para entrar nos dias restantes de forma positiva. A meta aqui será bater recorde brasileiro para chegar aos Jogos confiante e lutar pela medalha”, analisou o atleta.

A opinião é dividida com Márcia Menezes. Responsável pela primeira medalha entre adultos em mundiais da modalidade, Márcia espera boas marcas no Circuito para embalar de vez para o maior evento paradesportivo do ano. “Eu quero brigar por medalha no Rio e para isso preciso ir bem aqui. Há alguns meses, fiz minha melhor marca na Malásia, mas o movimento não valeu. Quero repetir aqui os 119kg, mas desta vez com as bandeiras brancas [validação do levantamento]”, contou Márcia.

As competições de atletismo e natação, por sua vez, terão caráter decisivo. As duas modalidades têm no evento deste fim de semana a última chance de os atletas obterem marcas que os classifiquem para a disputa dos Jogos Rio 2016.

Na natação, o Brasil será representado por 32 atletas – 19 homens e 13 mulheres. A alocação das vagas foi feita pelo Comitê Paralímpico Internacional. O Rio 2016 marcará a primeira vez que o CPB levará uma equipe deste tamanho na modalidade. Antes, o número máximo de nadadores que o Brasil havia levado aos Jogos era de 24, em Pequim 2008.

A equipe de atletismo será ainda maior. Foram alocadas 61 vagas para brasileiros, sendo 37 homens e 24 mulheres. Responsável por 18 medalhas (sete ouros, oito pratas e três bronzes) nos Jogos de Londres 2012, a delegação será também fechada após o evento que ocorrerá na pista do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.

A imprensa interessada na cobertura da segunda etapa nacional do Circuito Loterias Caixa de Atletismo, Halterofilismo e Natação não precisará de credenciamento. Bastará comparecer ao local das competições e buscar por um dos representantes da Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Serviço
Circuito Loterias Caixa – 2ª etapa nacional – São Paulo (SP)
Data: 15 a 17 de julho
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro – Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, São Paulo (SP) – ao lado do São Paulo Expo
Horários
Sexta-feira (apenas halterofilismo): sessões às 10h e às 16h
Sábado (todas as modalidades) das 8h às 12h e das 14h às 18h, e domingo, das 8h às 12h

O Circuito
O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, natação e halterofilismo. Composto por quatro fases regionais e três nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país.

Patrocínios
A equipe brasileira de paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
As equipes de natação e halterofilismo têm patrocínio da Loterias Caixa.

Assessoria de imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Rafael Maranhão
Ivo Felipe
Nádia Medeiros
Rafael Moura
Thiago Rizerio
Ronaldo Rodigheri
Elder Barros
Maria Louiza Oliveira (estagiária)

Fonte: CPB

Brasil termina open internacional de natação paralímpica com 66 medalhas

O Brasil encerrou o terceiro dia do Open Internacional Caixa Loterias de Natação, no Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos, com a conquista de 13 medalhas: três de ouro, quatro de pratas e seis de bronze. As competições ocorrem desde sexta-feira (12). Nos três dias, o país subiu ao pódio 66 vezes, no total. Foram conquistados 14 primeiros lugares, 22 segundos, e 30 terceiros. O Open Internacional é um evento-teste para os Josgos Paralímpicos e contou com a participação de 212 atletas de 19 países.

No encerramento do evento, dois dos maiores nadadores paralímpicos brasileiros confirmaram o favoritismo. André Brasil e Daniel Dias levaram o ouro em suas classes, nos 50 metros livre e fecharam a competição com boas expectativas para os meses que antecedem os Jogos Paralímpicos Rio-2016, marcados para os dias 7 a 18 de setembro.

André Brasil venceu, nos três dias de competição, as cinco provas que disputou. Para ele, no entanto, o objetivo é focar no trabalho que vem sendo desenvolvido para o evento do segundo semestre. “Nosso trabalho está sendo feito por blocos. O primeiro foi no ano passado, no Mundial e nos Jogos Parapan-Americanos, depois fizemos um trabalho no fim do ano passado. Agora participamos deste evento-teste para chegarmos ao [campeonato] europeu, na próxima semana, em Portugal, e acertarmos quase tudo para as Paralimpíadas.”

Esse é o mesmo objetivo traçado pelo multimedalhista Daniel Dias, que nadou apenas três provas – uma delas multiclasse – fechando a competição com dois ouros e um bronze. “Optei por três provas por ser uma competição curta, de três dias, e para não me cansar demais. O objetivo é nadar bem o europeu e lá, por ser um evento bem semelhante aos Jogos, vou nadar mais vezes. Em setembro, temos um objetivo difícil, que é o quinto lugar no quadro de medalhas, então precisamos batalhar para isso, treinar muito e ajudar o Brasil nas Paralimpíadas.”

Melhor atuação

A equipe brasileira participará das competições de natação nas paralimpíadas com 32 atletas e a expectativa do técnico da Seleção Brasileira, Leonardo Tomasello, é a de que todos os atletas cheguem à competição em condições de brigar por medalhas para que o país alcance sua melhor atuação em olimpíadas.

“Nosso trabalho agora é fazer com que esses 32 atletas cheguem aqui durante os jogos brigando por resultados, por pódios e medalhas de ouro. Nós estamos indo para a competição com a maior delegação, as chances de medalhas portanto são maiores e o fato de nadar em casa, com o calor da torcida, ginásio lotado pode nos levar a buscar a maior participação da natação paralímpica na história dos jogos”, disse Tomasello.

Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, a equipe está avançando e, em setembro, os atletas têm tudo para conquistar grandes resultados. “Ainda teremos competições para os atletas buscarem seus índices. Os nadadores estão embarcando hoje para Portugal para o aberto europeu para isso. Observamos algumas marcas aqui no Open e não há nada que assuste os atletas que ainda não chegaram aos índices. Está tudo dentro do planejado.”

Veja os atletas que conquistaram medalhas neste domingo:

Ouro
– Andre Brasil, nos 50m livre S10
– Daniel Dias, nos 50m livre S5
– Felipe Souza, nos 100m peito SB9

Prata
– Camille Rodrigues, nos 400m livre S9
– Roberto Alcalde, nos 100m peito SB5
– Phelipe Rodrigues, nos 50m livre S10
– Lucas Mozela, nos 100m peito SB9

Bronze
– Victor Nogueira, nos 400m livre S9
– Carlos Alberto Maciel, nos 100m peito SB8
– Arthur Pereira, nos 100m peito SB9
– Marcio Santos, nos 100m peito SB11
– Adriano Lima, nos 100m peito SB5
– Ronystony Cordeiro, nos 50m peito SB3

Vôlei sentado de Barueri a um passo da semifinal

Após as duas etapas disputadas no fim de semana, 2 e 3/4 o time de vôlei sentado do Instituto Barueri Paraolímpico (IBP) está a uma vitória de classificar-se para as semifinais do São Paulo Open 2016 da modalidade. O adversário será o Sesi-SP, que luta diretamente pela vaga.

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O IBP disputou três partidas no fim de semana pelas duas primeiras etapas da competição, jogadas em Suzano. O saldo foi de duas vitórias e uma derrota. No sábado, o time estreou vencendo o São José por 3 a 0 pela manhã, mas perdeu à tarde para o Paineiras A por 3 a 1. No domingo, a equipe derrotou o Paineiras B, também por 3 a 0.

Com os resultados, o Paineiras A está na liderança do grupo, com três vitórias, já classificado, enquanto IBP e Sesi ocupam a segunda posição, com duas vitórias cada. O confronto direto entre os dois times, que vai decidir uma vaga nas semifinais, será dia 14 de maio, em Osasco.

O elenco saiu satisfeito com o desempenho no fim de semana. “A equipe se mostrou bastante coesa durante os três jogos”, disse o jogador Carlinhos. “Nós achávamos que teríamos dificuldade de ritmo de jogo por ser início de temporada, mas esses jogos fizeram com que nossa expectativa de bons resultados aumentasse para o decorrer dos campeonatos que virão no ano.”

O time de vôlei do IBP, que é o único da região oeste da Grande São Paulo, disputa a primeira divisão dos campeoantos Paulista e Brasileiro. No último brasileiro, terminou na sexta colocação.

O Instituto Barueri Paraolímpico foi criado em 2008 com o objetivo de fomentar o esporte para a pessoa com deficiência física. Hoje, além do vôlei sentado, mantém equipes de natação, halterofilismo e bocha.

Fonte: Barueri na Rede

Surdolimpíadas: fora do circuito olímpico, surdos disputam evento próprio

Cristiane de Oliveira – Repórter do Portal EBC

No dia 7 de setembro, o Rio de Janeiro recebe os Jogos Paralímpicos 2016 que reunirá 4.350 atletas com deficiência de 175 países na disputa por 528 medalhas de ouro. No meio da festa, uma categoria de atletas está de fora: os surdos. Eles vão esperar até 2017 para disputar os Jogos Mundiais, já que não participam das Paralimpíadas. Chamado de Surdolimpíadas (Deaflympics), o evento acontecerá de 18 de julho a 30 de julho de 2017, em Samsun, na Turquia.

A ausência dos atletas surdos se deve ao fato do Comitê Paralímpico seguir as diretrizes do IPC (International Paralympic Committee) para classificação de atletas. Na opinião do IPC, os surdoatletas não se enquadram na categoria paralímpica, uma vez que podem participar de disputas convencionais. Outra justificativa é a de que o Comitê Internacional de Desportos de Surdos (ICSD) não é filiado ao Comitê Olímpico Internacional (COI) ou ao IPC.

Quem quiser conferir ainda este ano os surdoatletas, entre os dias 19 a 24 de julho de 2016 será realizada uma Surdolimpíada nacional, em Blumenau (SC). “O evento contará com diversas modalidades esportivas e tem como objetivo selecionar os melhores surdoatletas para treinamentos e possível participação nos jogos Pan-Americanos e nas Surdolimpíadas de 2017”, conta Deborah Dias, vice-presidente da Confederação Brasileira de Desportos dos Surdos – CBDS.

Os surdos podem disputar com atletas ouvintes ou nas suas próprias competições. Este é o caso de Daniela Guidugli, surdoatleta do vôlei de praia e de quadra. Ela também joga em uma equipe de ouvintes e diz não sofrer discriminação, mas afirma que nada se compara a jogar com surdos: “O sentimento de equipe é mais forte e a comunicação mais fácil, eu espero sempre jogar com eles”, diz.

A esportista ganhou recentemente o prêmio de melhor atleta da Secretaria Municipal de Esportes e lazer da prefeitura de São José dos Pinhais (PR), na qual ela joga em uma equipe de ouvintes. Daniela não vai participar das Surdolimpiadas brasileiras deste ano, pois o calendário choca com uma competição mundial de vôlei de surdos. Confira a entrevista completa com a atleta no vídeo abaixo:

História

Organizada pelo Comitê Internacional de Desportos de Surdos – ICSD e com periodicidade de quatro anos, a Surdolimpíada surgiu na França com o nome de Jogos Internacionais Silenciosos em 1924. Desde 2000, adotou-se o nome Surdolimpíadas.

Ao todo, são disputadas 20 modalidades na competição. Além de provas que estão nos programas olímpico e paralímpico, também há esportes como caratê, wrestling (estilo de luta parecido com o a luta olímpica), boliche e a corrida de orientação (esporte em que o atleta precisa cumprir um percurso em uma área natural tendo apenas mapas e bússolas como referência), que não estão nas Olimpíadas ou Paralimpíadas.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) reconhece o ICSD desde 1955, como entidade máxima desportiva internacional para surdos. A nível internacional, o COI confirma que o ICSD detém um status independente por não fazer parte do Comitê Paralímpico Internacional (CPI). Esta independência foi aceita por todas as partes envolvidas (COI, CPI e ICSD), no início de 1996, tendo em conta a natureza específica da deficiência auditiva.

A primeira vez que o Brasil enviou representantes para a Surdolimpíada foi em 1993, em Sofia, na Bulgária. Na ocasião, dois nadadores disputaram 11 provas e chegaram perto do pódio, em quarto ligar. Desde então, a natação brasileira é a modalidade mais presente no evento, tendo ficado de fora apenas da edição de 2005, em Melbourne (Austrália).

A primeira medalha conquistada pelo país foi em 2009 nas Surdolimpíadas de Taipei, em Taiwan. Alexandre Soares Fernandes fez história ao conquistar a medalha de bronze no judô, categoria até 81 kg.

O nadador surdo Guilherme Maia

O nadador surdo Guilherme Maia conquistou 3 medalhas nos jogos de Sofia, na Bulgária, em 2013Imagem/Portal EBC

Na última competição em Sofia, na Bulgária, em 2013, houve a maior participação da Delegação Brasileira contando com 19 surdosatletas e oito dirigentes. Com o aumento da delegação, o país garantiu quatro medalhas: Três medalhas na natação com o atleta Guilherme Maia (uma prata e dois bronzes) e uma medalha de bronze no karatê com Heron Rodrigues.

Apesar de ser pouco conhecido no Brasil, o esporte para surdos está em ascensão. Em novembro do ano passado o país conquistou o vice-campeonato mundial de futsal feminino para surdos. Na ocasião, a brasileira Stefany Krebs foi premiada como a melhor atleta do mundial.

Os principais atletas em ascensão no esporte surdo brasileiro são: Guilherme Maia, na natação; Heron Rodrigues, no karatê; Alexandre Soares, no judô; Stefany Krebs, no futsal; Vanderléia Gonçalves, no futsal; Vaneza Wons, no futsal; Laelen Cássia Brizola, no futsal; Lucas Bonnalume, no voleibol; Guilherme Westerman, no voleibol; e Toríbio Malagodi, no voleibol.
Invisibilidade

Apesar dos avanços, a Confederação Brasileira de Desportos dos Surdos – CBDS ainda busca reconhecimento. Uma das reclamações da confederação é que os esportes surdos ficam fora da agenda de notícias, normalmente voltada só para as Olimpíadas e Paralimpíadas.

Segundo a vice-presidente da CBDS, Deborah Dias de Souza, seria positivo para os esportes surdos serem incluídos nas Paralimpíadas, desde que os surdoatletas participassem de competições próprias para eles. Seria uma forma de “pegar carona” no evento para conseguir maior visibilidade e apoio para esses atletas.

Judoca Heron Rodrigues da Silva

Judoca Heron Rodrigues da SilvaPortal EBC

Por não ser filiada aos comitês, a CBDS precisa arrecadar sozinha recursos para treinamento, preparação das equipes e participação nos eventos. A CBDS conta com o apoio do Ministério dos Esportes apenas para o projeto de vôlei, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, além do benefício do Bolsa Atleta para 17 atletas. Para financiar a participação no mundial de futsal dos surdos na Tailândia, as atletas organizaram uma “vaquinha” online.

O número de atletas brasileiros presentes nas Surdolimpíadas Internacionais no ano que vem depende do apoio do governo federal. Caso exista patrocínio, a estimativa é de que participem entre 100 a 150 surdoatletas. Entretanto, se não conseguirem o financiamento, participarão da competição 60 surdoatletas, que terão que arcar com os custos com recursos próprios.

A Confederação Brasileira de Desportos dos Surdos explica que os surdos que desejarem ser atletas devem procurar uma Associação de Surdos na sua cidade e tornarem-se sócios. A pessoa surda deve participar dos eventos nacionais por meio de seus clubes ou federações desportivas. Deverá participar dos treinamentos da Seleção Brasileira, representada pela CBDS. Após esse processo, a comissão técnica da seleção da modalidade escolhida convoca os melhores surdoatletas.

Para comprovar a surdez, o atleta deverá se submeter a uma audiometria que acuse uma perda de audição acima de 55dB nos dois ouvidos. Para participar nos eventos internacionais, há um formulário no padrão internacional, fornecido pelo ICSD. Uma vez aprovada, a pessoa será considerada surda e não será necessário repetir os exames de audiometria.

*colaborou Patrícia Serrão

Edição: Edgard Matsuki e Amanda Cieglinski*

Barueri joga no São Paulo Open de Vôlei Sentado

Atletas baruerienses participarão, junto com mais nove equipes, da primeira etapa do torneio no interior do estado

A cidade de Suzano, na Grande São Paulo, será sede nos dias 2 e 3 de abril do São Paulo Open 2016 de Vôlei Sentado e o time do Instituto Barueri Paraolímpico (IBP) marcará presença entre as dez equipes que disputarão o torneio.

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Apontada como um das melhores do país na modalidade, a equipe de Barueri estreará jogando contra o sexteto do Paineiras “A” pela primeira etapa da competição, às 15 horas do dia 2/4, um sábado.

Já no domingo (3/4), será realizada a segunda etapa, também em Suzano, e os atletas de Barueri terão pela frente a equipe do Paineiras “B”, às 9 horas.

A equipe de vôlei sentado do IBP é única em toda região oeste de São Paulo e os atletas fazem parte do circuito de disputas da Primeira Divisão de São Paulo e do Campeonato Brasileiro.

A competição mais recente que o time disputou foi o Campeonato Brasileiro de 2015, em dezembro, também na cidade de Suzano. Barueri terminou na sexta colocação.

O Instituto Barueri Paraolímpico foi criado em 2008 com o objetivo de fomentar o esporte para a pessoa com deficiência física. Hoje, além do vôlei sentado, mantém equipes de natação, halterofilismo e bocha.

Fonte: Barueri na Rede